Segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

atividades fora da Unidade Escolar

  • Convocações de professores para atividades fora da Unidade Escolar são questionadas pelo Sindserv

    No mês dos professores, uma das formas de homenagear essa categoria é questionando a forma como a administração vem tratando estes profissionais da rede Municipal de Ensino. Além das condições de trabalho precárias de algumas escolas, com salas de aula lotadas e com mobiliários inadequados para contemplar as diferentes faixas etárias; docentes relatam que ao final de um dia exaustivo de trabalho muitos são convocados para atividades fora das Unidades Escolares que estão lotados sem oferecimento de transporte ou qualquer ajuda de custo para o deslocamento.
    De acordo com professores, a rede municipal de ensino conta com muitos profissionais de outros municípios ou até mesmo que moram muito distante destes locais para os quais são convocados. “Isso faz com que às vezes a gente chegue em casa após às 22h e no dia seguinte temos que estar na escola por volta das 7h30. Sem contar quem tem filhos pequenos e acaba dependendo de outras pessoas para cuidar das crianças e arcam com horas extras nestes dias de atividade ou contam com o auxilio de amigos ou parentes”, explica um dos educadores.
    Para que não haja nenhum tipo de prejuízo aos docentes, o Sindserv protocolou o Ofício 152/2018 para exigir esclarecimentos da prefeitura e cobrar medidas que garantam a valorização, a dignidade e os direitos dos professores. O questionamento é feito com base no artigo 125, da Lei Complementar 146/2011, onde está claro que “Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização de veículo próprio de locomoção, atendidas as exigências previstas em lei própria, para a execução de serviços externos, por força das atribuições próprias do cargo. (N.R.)”.
    Ainda segundo professores, a mesma situação ocorre com os sábados (letivos). “Além dos que já estão previstos em calendário, estão sendo acrescentadas novas datas como se também não desorganizasse a vida particular dos professores e das professoras”, completam.